Por que este acervo ganhou um blog
A lacuna que as quatro abas de documentação não cobriam, e a decisão que abriu a quinta.
Nesta página
As quatro abas deste site são a mesma coisa, no fundo: documentação,
organizada por eixo, escrita em "você mais imperativo", sem autor e sem
data. Isso serve bem a Ferramentas, a Jornadas, a Procedimentos e a
Times, mas deixa de fora um tipo de texto que eu queria escrever: uma
novidade que vale comentar, uma nota sobre um tema do dia a dia. Um texto
assim não é uma jornada nem um procedimento, e forçá-lo dentro de uma dessas
abas seria mentir sobre o que ele é.
O sintoma já estava no código antes de eu decidir nada: o plugin de blog do Docusaurus vinha desligado, com um comentário dizendo que nenhum consumidor tinha pedido um. Este artigo é esse consumidor.
O que este ticket abriu
O Blog entrou como a quinta aba, por último na faixa, e não como mais uma
instância de documentação: é o plugin oficial de blog, que já vinha junto do
preset instalado, então nenhuma dependência nova entrou no projeto. Cada
artigo mora numa pasta própria, com o título só no front matter, nunca como
# título no corpo. Cada um carrega pelo menos uma tag de assunto, de um
catálogo fechado, e a primeira delas é a que aparece em destaque na
listagem.
A regra de voz da documentação, "você mais imperativo, zero primeira pessoa", não alcança o blog. Aqui a voz é minha, artigo a artigo, e este texto mistura primeira e terceira pessoa por escolha, não por descuido. O que não muda é o zero travessão: essa regra vale em qualquer texto publicado deste site, blog incluído.
As páginas ainda são as padrão do tema Docusaurus enquanto escrevo isto. Um
próximo ticket troca a cara delas por componentes deste próprio repositório,
sem nenhum swizzle: todo componente de blog do tema é território unsafe
para essa técnica, e o orçamento disso aqui é zero.
